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| Seus arrecifes
são o seu eterno símbolo. Sua teimosia de crescer mais do que Guilhaumsbourg, que em
tudo lembra o velho mundo, parecia dar impulso a uma vocação de comércio e de serviços
que hoje, em plena madrugada do Terceiro Milênio, consolida a sua economia. Calais sur
Soleil cresceu e se espalhou sobre os espelhos d'água e a imensidão de seus mangues. Calais Sur Soleil, sua história, seu povo, seus marcos. Quando a Marcha para Orange, aqui chegou, buscando refúgio da estupidez dominante de Porto Claro, encontrou um povoado formado por descendentes de colonizadores holandeses. A bagagem cultural, galante e aristocrática que os Orangers trouxeram de seu antigo lar, transformaram Calais de uma simples vila de pescadores em uma das maiores metrópoles micronacionais. A "Cidade Oranger" expandiu o seu centro urbano por três ilhas. A do Recife, a de Saint Orangenburg e a da Saint Anne. Em todas elas há marcas muito nítidas do colonizador holandês e do invasor Oranger que plantou sementes de movimentos contra a estupidez dominante punidos impiedosamente por diversas coroas e ditaduras micronacionais. |
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| O curso de sua densa e rica história pode ser
transformado num roteiro turístico dos mais empolgantes. Pode ser feito a pé. Deve
começar pela Praça Lafayette. No local há uma estátua em bronze, com a figura do
fundador de Lafayette, Jean Tisserand, esculpida em 1970 pelo francês Charles
Charpentier. Seguindo em frente chega-se ao Marco Zero na área da antiga praça do
Comércio, um conjunto arquitetônico formado pela Associação Comercial de Lafayette e
Bolsa de Valores chama a atenção inclusive pelo interior dos prédios. O primeiro deles
foi inaugurado em 1915, sua escadaria em ferro foi fabricada na Bélgica , o mobiliário
é original da época e seus vitrais estão inspirados nas riquezas da região do Aruaque.
Os colonizadores Orangers concluíram as obras do Forte Guilherme de Orange, cujo projeto, como ironia da história, fora iniciado pelos holandeses preocupados, não sem razão, em erguer uma fortaleza naquele ponto estratégico em defesa do porto. Conservado e aberto à visitação pública, o Forte possui essa característica ímpar de binacionalidade em sua origem e abriga hoje um museu militar, um restaurante e galerias para exposições de arte. Além do Forte Guilherme de Orange os Orangers encontraram outro importante monumento. A Igreja Nossa Senhora da Boa Sorte na Luta Contra a Estupidez Dominante, cujas obras evoluíram entre os anos de 1997 e 1998. O seu interior, ornamentado com azulejos portugueses desenhados com motivos sacros, foi também enriquecido com algumas peças de azulejos holandeses que se acham assentadas na parte superior do claustro. Os que o visitam ficam extasiados com o seu Museu Sacro e com a sua famosa Capela Dourada da Ordem Terceira dos Irmãos da Luta Contra a Estupidez Dominante , totalmente conservada, com o teto, imagens e peças recobertas de ouro. Da mesma época há uma rua que é considerada monumento. Trata-se da Rua Daniel M ayer ou rua dos Poetas. Conserva os dois nomes e é pontilhada de prédios coloridos, reformados e erguidos ao longo dos tempos, onde agora fervilham as noites de Calais com bistrôs, bares, casas noturnas, espetáculos ao ar livre, festivais de música, danças e muitos outros entretenimentos responsáveis pela boom do turismo.Ainda na Ilha do Recife, próximo ao Forte Guilherme de Orange, em direção ao Norte, conserva-se o mais antigo marco de Calais Sur Solil. É a Cruz do Aguiar, numa coluna em alvenaria, destinada a orientar os barcos que ingressavam no ancoradouro do Porto Aguiar. A cruz lá está desde o século XX. Os monumentos de Calais são como entes vivos que a cada esquina contam a história da cidade e fazem reviver os seus personagens. |